Salvação em meio à dor

Oi oi!

Tenho costume de acompanhar algumas páginas nas redes sociais que falam sobre países onde há perseguição religiosa e recomendo que vocês façam o mesmo. Enquanto lia algumas notícias recentes, um dos títulos me chamou atenção: “Em meio à guerra, famílias muçulmanas vão à igreja”. O texto relata o testemunho de uma irmã que é cristã e síria e que tem visto o Senhor alcançar pessoas através do refúgio e atendimento prestado pela igreja aos sobreviventes da guerra. Ela fala de cristãos oferecendo ajuda para quaisquer pessoas e em meio a isso, o evangelho tem sido propagado. Não algo como “negue a sua fé e depois te presto socorro”. Algo como “venha como estás e no caminho eu te conto sobre O verbo”.

Essa leitura provocou em mim duas reflexões:

Há propósito na dor

Já ouvi muitas pessoas questionando a respeito do motivo pelo qual Deus permite que certas coisas aconteçam. Esse questionamento não se restringe àqueles que não conhecem a palavra. Muitos crentes (eu inclusive) gastam (ou já gastaram) tempo em oração questionando acontecimentos do seu cotidiano ou do mundo. Nossa mente limitada não consegue, por mais que se esforce, compreender como algo difícil e doloroso pode gerar vida. Como pode haver beleza em meio a dor? Como pode haver salvação em meio ao caos? Esquecemos que a vida, a beleza e a salvação não estão condicionadas as circunstâncias. Estão condicionadas a Deus e apenas a Ele. Sendo assim, Ele escolhe a forma de se revelar. Ele sabe exatamente como “chamar nossa atenção”.

Não é errado orarmos pedindo paz onde há guerra. Tão pouco é errado que oremos por cura em meio a dor. Errado é condicionarmos a nossa fé ao resultado positivo e a solução que nós julgamos ser a melhor. Deus não precisa de condições normais de temperatura e pressão pra agir. Ele continua sendo Deus e perfeito.

Lembro também de uma palestra que assisti no meu antigo emprego. O palestrante, empenhado em nos fazer entender que era necessário cuidarmos da nossa saúde no ambiente de trabalho, citava problemas como a automedicação que busca na maioria das vezes dar fim a dor, mas que não trata o problema real. Ele disse que para ele, quando tomamos um analgésico é como se apenas quebrássemos o painel de um carro que piscava sinalizando que havia falta de combustível. Acabamos com o que identifica que havia um problema, mas não damos solução ao problema.

Não poucas vezes você verá o Senhor usando situações de desconforto e dor para te ensinar algo. Ele não precisa promover a dor para isso. Mas Ele não perde nenhuma oportunidade de se revelar.

E é sempre bom lembrar que Jesus, podendo evitar a dor, não o fez porque entendia que sua dor geraria vida.

O milagre é para quem?

“As mulheres muçulmanas também ficaram surpresas ao ver que as igrejas ofereciam apoio e programas para todos os sírios, não apenas para cristãos” (trecho do texto do Ministério Portas Abertas).

Essa parte, em especial, me lembrou de um livro que li há algum tempo em que o autor alertava para o fato que muitas vezes temos agido de forma equivocada diante das necessidades da sociedade. Ele nos convidava a imaginar que estivéssemos em um país de maioria muçulmana e subitamente precisássemos de uma intervenção cirúrgica. Os médicos, antes de começar os procedimentos necessários para garantir a sua vida, lhe convidavam a se converter ao islamismo. Caso você se recusasse a aceitar tal convite, seria deixado para morrer ali mesmo.

Oferecemos ajuda, desejamos atender os doentes, órfãos e viúvas, mas somente se eles aceitarem Jesus primeiro. Não é assim que funciona! Não é assim que deve funcionar.

Não ajudamos para que se convertam. Ajudamos porque Cristo em nós é o que dá esperança para essas pessoas. Elas se convertem pela manifestação incondicional do amor Dele e não do “nosso”. Boas obras podem ser oferecidas por quaisquer religiões. Mas amor incondicional, somente Jesus pode oferecer.

Um exemplo bíblico de que o milagre não é restrito àqueles que desejam ou serão salvos é o relato de Lucas 17:12-19. Dez leprosos procuram Jesus para obter cura. Ele os instrui a se apresentarem diante dos sacerdotes para que estes verificassem se estavam curados e no caminho eles foram curados. Apenas um deles volta para adorar e agradecer a Jesus pela cura. Apenas esse dali salvo. Os demais saíram “apenas” curados.

Jesus então revogou a cura dos demais? Não. Porque Ele não gera cura por algo que os leprosos tenham feito pra merecer ou esperando alguma resposta destes. Ele gera cura porque Ele é a cura.

Aprendizados de hoje:

  • Deus opera na calmaria e no caos. Ele é Deus e se revela em qualquer momento a quem Ele quiser;
  • Dores podem ser evitadas em alguns momentos e noutros precisam ser vivenciadas para que haja crescimento e aperfeiçoamento. Você conhecerá uma fé inabalável somente após ser abalado;
  • Manifeste o amor de Cristo em todo tempo. Não espere resposta das pessoas para então agir. Apenas seja a manifestação da presença dEle em todo tempo. Ele cuida de convencer do pecado, da justiça e do juízo e sabe como nos usar no meio disso pra fazer a sua mensagem conhecida.

Deus abençoe vocês!

#Atéterça

😉

Aqui você encontra o texto completo do Portas Abertas.

Por | 2017-11-14T07:16:52+00:00 terça-feira, 24 de outubro de 2017|Devocional, Evangelismo, , Vida Cristã, vitrine|0 Comentários

Sobre o Autor:

Crente das empolgadas, que pretende sim dominar o mundo (por que não?). Apaixonada por escrever, ler, dançar e cuidar de gente.
Moro com meus pais, tenho uma irmã que é quase minha gêmea e uma sobrinha maravilhosa.
Sou formada em Direito e atualmente faço teologia. E fico cada dia mais maravilhada com a forma que Deus consegue conciliar essas áreas.
Luto para não ser legalista e tento matar minha carne todo dia. Convicta de que fomos #chamadosparaser a diferença no meio dessa geração e através disso fazer e corresponder a tudo quanto o Senhor planejar.
Instagram: @caromenezes

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O ministério Não Morda a Maçã está há 9 anos a serviço do Reino para inspirar adolescentes e jovens a conhecer Jesus através da leitura e revelação da palavra de Deus. Continue lendo

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