Maledicente, eu?

Carol Menezes 2 de maio de 2017 2




Olááááá, gente linda! Todos bene?

É terça e aqui estamos pra mais uma meditação matinal.

O tema de hoje começa com uma frase que ouvi há alguns anos da então amiga, mas que atualmente é também minha pastora e discipuladora, Dane. Ela disse: “minhas palavras precisam valer mais que o meu silêncio”.

Volta e meia quando Deus quer me lembrar do cuidado que preciso ter com o que falo, lembro dessa frase.

A palavra fala que até o tolo quando se cala, é tido por sábio. Então, ao contrário do que se pensa, por vezes ficar calado é uma benção pra você e para os outros.

Eu sei que pode ser meio bizarro falar sobre ficar quieto, logo eu, tagarela assumida (o pessoal do blog que o diga… rsrs #meamemainda). Mas, o ponto que eu quero chegar não é apenas o falar demais, mas o ser maledicente.

Eu até sabia que as palavras poderiam ferir as pessoas mais do que algumas surras físicas, até porque precisei aprender a parar de fazer isso. Por um bom tempo (e ainda preciso ficar alerta nesse sentido), eu usava a característica de ser observadora de forma distorcida e, apoiada em questões que muitas vezes outros não percebiam, eu guardava “munições” para no momento oportuno ferir. Outras vezes, eu não fazia por mal, apenas era sincera sem o filtro do amor e gritava a plenos pulmões que a verdade precisava ser dita. A verdade realmente precisa estar sempre em evidência, mas maneje ela do jeito certo e ganhe o coração das pessoas através da verdade com amor.

Agora quando eu fui instruída a abandonar a maledicência, eu escandalizei. Bem capaz que eu crente desde que nasci (grandes coisa) cairia nessa área… (eu sempre imagino a cara de Deus quando pensamos desse jeito hahaha)

O que é maledicência?

  1. Qualidade de quem é maledicente. 2. .Ato de dizer mal. = DIFAMAÇÃO, MURMURAÇÃO.

A bíblia registra uma série de textos sobre esse tema, mas vou pegar como base 1 Pedro 2:1

“Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicência,…”

Eu sempre recomendo que você leia o livro todo pra ter ideia do contexto em que as palavras foram escritas. Aprender a ler a bíblia dessa forma, me trouxe outro nível de entendimento.

No capítulo 1 de 1 Pedro, o foco principal é lembrar o povo que eles foram comprados por um alto preço, mas que isso não lhes trouxe apenas liberdade. Trouxe também a responsabilidade de buscar uma vida santificada pela palavra, pois também é santo aquele que os chamou. No capítulo 2, o objetivo é que eles entendam que Deus fez sua parte quando pagou um preço que nós JAMAIS poderemos pagar, mas existe uma parte que cabe à nós: abandonar o velho modo de agir. Dentre as coisas que precisam ser abandonadas, está o ato de “mal dizer” ou ser maledicente.

Talvez, você como eu, pense que NUNCA corra o risco de cair nisso, mas eu descobri que isso é mais sutil do que costumamos pensar.

Minha discipuladora disse na época: “Caro, vejo que você conversa com muitas pessoas e as pessoas consideram sua opinião. Então, cuide ainda mais com “como” você conta as coisas”. Num primeiro momento não entendi e acho que minha cara deixou isso bem claro. Então ela prosseguiu: “uma coisa é contar à uma amiga como você se sentiu com determinada situação (fato esse que é subjetivo e, portanto, não pode ser tido como verdade absoluta e capaz de condenar a outra pessoa envolvida). Outra é contar algo fazendo juízo de valor sobre a pessoa.”

Pensei: caraaaaaaaaaaaa, ela ta me chamando de fofoqueira! Como ousa?!

Respire, engula sua justiça própria e leia os exemplos que a #CaroDidática trouxe pra vocês nesse dia:

Diálogo 1:

– Caro: Fulana, aconteceu algo chato hoje. Quando Ciclano estava falando comigo, me senti inferiorizada.

– Fulana (focada em ser consolo pra amiga, se volta para ela e não para a conduta do Ciclano): Capaz, guria! Não se sinta assim…

Diálogo 2:

– Caro: Fulana, se você soubesse o que aquele sem noção, grosso e mal educado do Ciclano me disse hoje, você ficaria louca da vida, como eu…

Fulana (cheia de ira e se doendo pela amiga, começa a ter seu coração contaminado por aquelas palavras): Capaz, guria! Me conte tudo! Nós vamos dar um jeito de ele saber que não pode mexer com uma de nós…

Você pode, assim como eu fazia, argumentar que você estava APENAS desabafando e que não queria falar mal de ninguém. Mas meus queridos, essa linha é fina demais pra ficarmos tentando nos equilibrar nela.

Mesmo que você quisesse jurar que essa não foi sua intenção, ao falar mal de alguém você assumiu o risco de contaminar o coração dos outros.

Se você sentir muuuuuuuuita necessidade de desabafar, preserve a identidade do “ofensor” e apenas peça que seu amigo te ajude a superar aquela situação em oração. Do contrário, reserve esse assunto apenas às pessoas envolvidas (porque você precisará voltar no “ofensor” e resolver o problema), reserve à sua liderança que de forma madura saberá te conduzir à solução do problema, e, reserve à Deus que continua sendo o único que tem as palavras de vida eterna.

Se não for pra edificar, não fale. Procure se abster de fazer comentários e com isso gerar mais conflitos. Seja benção e não pedra de tropeço na vida das pessoas.

Deus abençoe vocês!

#Atéterça

😉

 




2 Comentários »

  1. Lenara 2 de maio de 2017 às 11:12 - Reply

    Arrasou! Tbm estou nessa escola… buscando ser aprovada. Algo que tenho aprendido é sondar meu pensamento. Pq o “falar mal” nasce do “pensar mal”. Então a chave pra mim nesse aspecto tem sido aplicar meus pensamentos no filtro de Filip 4:8. Se nao passar neste filtro, me esforço pra parar de pensar – o Espírito Santo ajuda muito hehe – e logo, não falo. Vamo que vamo que um dia a gente chega lá! Plenas e aperfeiçoadas 😊 amo vc

    • Carol Menezes 2 de maio de 2017 às 13:41 - Reply

      Amém! Isso mesmo, Lê! Esse filtro nos pensamentos faz A diferença na vida. Obrigada por compartilhar! 😉
      Amo tu tb! <3

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