Se não puder edificar, silencie

Marielle Rosa 7 de janeiro de 2017 2




Nesta primeira semana do ano, li um texto que dizia: “Melhorar o dia de alguém é tão fácil quanto estragá-lo”. O trecho em questão evidencia a importância de ser gentil, oferecendo um elogio, uma ajuda ou qualquer ato que possa, de alguma forma, alegrar o dia de alguém. Essa afirmação está até agora ecoando em minhas ideias, pois me lembrou de que nosso discurso pode tanto abençoar quanto prejudicar quem nos ouve (Pv 12.18).

Nossas palavras podem curar ou destruir e de cada uma delas, prestaremos contas, pois nossa boca fala sobre o que nosso coração está cheio.

A pessoa boa tira o bem do seu depósito de coisas boas, e a pessoa má tira o mal do seu depósito de coisas más. — Eu afirmo a vocês que, no Dia do Juízo, cada pessoa vai prestar contas de toda palavra inútil que falou. Porque as suas palavras vão servir para julgar se você é inocente ou culpado. (Mateus 12.35-37)

A qualidade de nossos frutos é avaliada (Mt 12.33). Blasfêmias, calúnias, conversas tolas, fofocas, mentiras e todo tipo de mau uso das palavras só trazem prejuízos – a quem ouve e, principalmente, a quem fala. Nosso discurso não é menos importante do que nossas atitudes. Aliás, o mentiroso está na mesma lista que homicidas e ímpios (Rm 1.28-32; Ap 21.8).

Por exemplo, um dos perigos da fofoca é que quem a faz não se sente responsável por aquilo que está passando adiante, como se não estivesse fazendo algo errado, mas apenas comentando fatos e boatos da vida alheia. Se você estiver conversando com alguém e prestes a falar de uma terceira pessoa, pense no seguinte: de que forma seu comentário estará edificando você, quem te ouve e a pessoa de quem está falando? Se não houver nada de bom para falar a respeito, não é conveniente deixar isso pra lá?

Como cristãos, devemos fazer tudo para a glória de Deus (1Co 10.31). E “tudo” inclui a forma como falamos, certo? Por isso, não dê espaço para conversas que denigrem a imagem de seu irmão. Isso pode prejudicá-lo de diversas formas, ainda que esta não seja sua intenção. E, certamente, prejudicará a você mesmo. Vale lembrar que a forma como falamos sobre alguém revela mais sobre nosso próprio caráter do que sobre a vida do outro!

Tenhamos cuidado, também, com a fofoca “sutil” que tem roupagem de boa intenção. Quando menos esperamos, somos envolvidos em conversas do tipo: “Vou te contar o que está acontecendo com o Fulano, mas é só para você orar por ele”. E quando nos damos conta, já emprestamos nossos ouvidos para um assunto que serviu para apontar o cisco no olho do outro (Mt 7.3).

Quanto mais você fala, mais perto está de pecar; se você é sábio, controle a sua língua. (Provérbios 10.19)

A pessoa sábia pensa antes de falar (Pv 16.23) e suas palavras bondosas são doces ao paladar e boas à saúde (Pv 16.24). Por fim, para não me estender demais por aqui, recomendo que leia o capítulo 3 da epístola de Tiago (por favor! :)). O texto nos alerta que usamos nossa língua tanto para agradecer ao Senhor como para amaldiçoar as pessoas, que foram criadas parecidas com Ele – e isso não deve ser assim.

Que o Espírito Santo nos ajude a refrear nossa fala destrutiva e nos inspire a abençoar as pessoas que nos cercam, começando por mim!

Que Deus te abençoe muito! 🙂

E, novamente, desejo a você um feliz e abençoado ano! Que você mergulhe cada vez mais no conhecimento de quem Ele é. 🙂 🙂 🙂

No amor de Jesus,

Mari




2 Comentários »

  1. Jonathan 9 de janeiro de 2017 às 20:12 - Reply

    Texto interessante o oportuno, porque nós sempre estamos prontos a falar, quase nunca queremos ouvir. Tenho aprendido ultimamente sobre esse tema da pior parte, a maioria das vezes por Facebook ou Watshapp. Mas mesmo assim eu ao agradeço ao Poeta que de forma tão peculiar transforma o dia a dia em meros detalhes do seu grande amor.

    • Marielle Rosa 14 de janeiro de 2017 às 11:56 - Reply

      Jonathan, glória a Deus por isso! 🙂
      Que Ele te abençoe muito!

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