Entre o céu e o inferno

Diego Cesar 10 de novembro de 2016 0

ceu_infernoFala, pessoal! A paz! Trago à reflexão um dos textos que tive mais dificuldade em pegar a ideia mesmo após várias leituras bíblicas. Confesso que deveria ter me esforçado mais em pedir a compreensão do Espírito Santo, mas como Ele é sempre muito paciente comigo, acabei (finalmente!) entendendo:

É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa Palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-O à ignomínia. Hebreus 6.4-6

Pode ser que você (assim como eu, por um bom tempo) ache que nesta passagem o autor da carta aos Hebreus estaria insinuando que um cristão desviado não teria chance alguma de se regenerar. Daí você lembraria de um amigo que não está mais em igreja nenhuma e pensaria “Tadinho, está com a passagem do metrô para o inferno garantida…”. Pois não é bem assim, graças a Deus!

Partindo da afirmação que o sacrifício de Jesus foi perfeito (e nisto o texto de toda carta é enfático. Dê uma olhada em Hebreus 9.11-12), ao pensarmos que haveria risco de um cristão jogar na lixeira tudo o que vivenciou por ter reconhecido o Senhor como seu Salvador estaremos cometendo um erro doutrinário.

“Então tá tudo liberado? Posso pecar à vontade que não vou parara no lago de fogo?”. Errado também! Paulo ensinou à igreja de Roma que a graça superabundante de Deus não é pretexto para manter uma vida que mais parece um rodízio de churrasco de tanto espaço dado para a carne (Romanos 6.1-4). O cristão deve entender que sua vida agora pertence ao seu Resgatador (o próprio Jesus).

“Mas por que em Hebreus o cerco está tão fechado para os pecadores?”. E em que parte da Bíblia isso seria diferente? Só não fomos consumidos por conta da imensurável misericórdia de Deus (Lamentações 3.23), visualizada na pessoa de Seu Filho (João 3.16). Além disso, no nosso texto-base o autor está mostrando que o sacrifício de Jesus foi tão grandioso que é impossível necessitar que ele ocorra novamente para promover a regeneração de quem conhece Cristo (perceba que o texto está exemplificando com o processo de conversão).

Então, o que o cristão deve promover em sua vida espiritual para não correr o risco de absorver um estilo de agir mundano é tudo aquilo mencionado na passagem: tornar-se participante do Espírito Santo, provar a Palavra de Deus e a salvação.

Deu para pegar a alma da passagem? Espero que sim. Semana de vitórias, em nome de Jesus. Abração!





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